CwbPoa48h – Curitiba – Porto Alegre em 2 dias (48 h)
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DESAFIO CwbPoa48h
De Curitiba a Porto Alegre de bicicleta em 2 dias, sozinho, sem carro de apoio. Pascoa 2013.
Introdução – Viagem anterior para Porto Alegre, 2012 pela BR-116
Para fazer um ciclo-turismo prazeroso, e sem ter um desgaste físico excessivo, o recomendável é pedalar em média 100 km/dia. Essa média eu já tinha feito em outras viagens pelo Paraná e no litoral de Santa Catarina.
No final do ano passado (outubro de 2012) fiz uma viagem entre Curitiba e Porto Alegre de bicicleta pela BR-116. Naquela oportunidade eu levei 5 dias para completar o trajeto, percorrendo no total cerca de 770 km. Como eu tinha apenas cinco dias livres para fazer essa viagem, no feriado de 12 de outubro, tive que fazer uma media de 150 km/dia, chegando a pedalar 186 km em um único dia.
O meu objetivo era testar meus equipamentos e a resistência física para treinar para viagens ainda maiores que pretendia fazer logo no começo de 2013. Então, levei equipamentos compatíveis para uma longa jornada de alguns meses, como: barraca, saco de dormir, fogareiro, panela, talheres, lanternas extras, computador (netbook), pneus reservas, câmeras de ar reservas, ferramentas, roupas de pedal extras, roupas ‘normais’, toalha, itens de higiene pessoal, tênis de caminhada e muita comida e água. Essa bagagem resultou em uma carga aproximada de 25 kg.
A BR-116 nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul é repleta de serras, com várias subidas intermináveis de até 20 km, uma atrás da outra.
O excesso de peso, somado a topografia da região e ao tempo disponível relativamente curto, fez com que o meu desafio fosse um pouco diferente e mais difícil do que havia imaginado.
Eu chegava ao destino diário perto das 9h da noite. Assim, não tinha muito tempo para procurar um local seguro para acampar. Então, nas três primeiras noites, parei em qualquer hotel ou pousada na beira da estrada. Cheguei a pagar apenas 20 reais por um quarto muito precário de uma pousada com banheiro coletivo. Em outra noite gastei apenas 35 reais por um bom quarto de hotel, com chuveiro a gás, café da manhã e acesso a internet.
Nos dois primeiros dias eu olhava no relógio a toda hora. Olhava no velocímetro e via quanto eu já tinha andado e calculava quanto ainda faltava. Isso gerou um desgaste emocional muito grande, pois cada quilometro parecia mais longo que o outro e o tempo parecia que demorava mais para passar.
A partir do terceiro dia adotei uma estratégia diferente. Parei de olhar para o relógio e para o velocímetro. Tentei aproveitar mais a viagem em si, sem me preocupar muito se eu iria chegar, nem com a data da chegada. Parei mais vezes para tirar fotos, conversar com as pessoas da estrada e para descansar aproveitando a paisagem em volta. Essa falta de compromisso com o horário me deixou mais animado emocionalmente e mais disposto fisicamente.
Na quarta noite consegui chegar ainda de dia na última parada, em Caxias do Sul-RS. Tive tempo para procurar um local seguro para acampar e passar a noite. No dia seguinte foi praticamente só descer a serra e chegar a Porto Alegre ainda no final da tarde.
Veja mais fotos da viagem anterior para Porto Alegre aqui:
Inspiração no montanhismo
Naquela oportunidade tive que aprender na prática que o objetivo principal do ciclo-turista não é o horário nem a data da chegada, mas sim atingir sua metas aproveitando o máximo de cada etapa. A aventura começa muito antes da partida. Ela começa meses antes, quando decidimos as rotas, as paradas, a alimentação, o equipamento e discutimos com amigos o planejamento para cumprir as metas do desafio.
Durante essa viagem comecei a fazer um paralelo entre o ciclo-turismo e o montanhismo.
O montanhista leva meses (muitas vezes anos) para planejar uma grande expedição e também leva meses para escalar uma grande montanha. Quando chega ao cume da montanha não existe um “podium de chegada ou beijo de namorada”. A comemoração é solitária e curta. O real prazer esta em planejar e em curtir a escalada, independente de data de chegada ou mesmo se o cume vai ser realmente atingido.
Pensando nisso, ainda em Porto Alegre, procurei um livro que falasse sobre montanhismo para entender um pouco como funciona a cabeça e a lógica dos pensamentos de um montanhista. Lá, comprei o livro K2 – Vida e morte na montanha mais perigosa do mundo, dos norte-americanos Ed Viesturs e David Roberts. Este livro conta as histórias de algumas expedições que deram certo, e outras muitas que deram errado, com o objetivo de escalar o K2. Li o livro em apenas uma semana e, já em Curitiba, comprei o livro do brasileiro Manoel Morgado, Sonhos Verticais – escalada ao Chio Oyu e Everest, no qual ele narra o dia-a-dia de suas escaladas nessas montanhas, além de algumas viagens de bicicleta e caminhadas nas bases de grandes montanhas.
Eu não tenho conhecimento prático nenhum de montanhismo, tampouco tenho pretensão de escalar alguma grande montanha algum dia. Mas nesses livros tive alguns exemplos de planejamento de expedição e superação de limites físicos e emocionais que podem ser aplicados no ciclismo. Também nessas leituras, mesmo não sendo o objeto principal dos livros, eu tive conhecimento de um estilo de escalada conhecido como estilo alpino.
Segundo o Manoel Morgado, existem duas maneiras clássicas de se escalar uma grande montanha: o chamado estilo alpino e o cerco. O estilo de cerco, de longe o mais comum, consiste em construir campos cada vez mais altos, abastecer esses campos com todo o necessário e utilizar carregadores de altitude (humanos nativos) e cordas fixas nos setores mais difíceis da montanha. Já no estilo alpino os escaladores saem do campo-base com tudo o que precisarão para a escalada, preparados para uma escalada o mais curta possível. Os campos são usados geralmente por apenas uma noite, o oxigênio artificial não é usado e não são fixadas cordas. A escalada é completada em uma semana ou menos, e isso exige uma grande capacidade de aclimatação, força física, técnica e determinação. Em caso de algo dar errado, não há backup, não há plano B (…), o escalador geralmente parte sozinho. (…).
Planejamento
Levando em conta compromissos profissionais que assumi para este ano de 2013, não poderei por em prática os meus planos de fazer uma viagem longa de algumas semanas ou meses neste momento. Então me sobraram duas opções: não viajar de bicicleta por um tempo ou fazer apenas viagens realmente curtas, de dois ou três dias apenas. Fazendo um paralelo com o montanhismo, eu pensei em aplicar a lógica do estilo alpino no ciclo-turismo. A ideia era sair de Curitiba e chegar em Porto Alegre em apenas 2 dias, sem carro de apoio.
Pedalando a uma média de 18 km/h (incluindo paradas rápidas para descanso) eu faria os 790 km previstos em cerca de 44 horas, sobrando, assim, 4 horas para dormir durante esse período. Mesmo contrariando o que aprendi na outra viagem, onde o tempo e a hora de chegada não são o mais importante no ciclo-turismo, decidi tentar realizar esse desafio para ver quais são realmente os meus limites físicos e emocionais em uma experiência extrema em cima de duas rodas.
Para isso escolhi uma rota mais longa, porém com a topografia menos acidentada, que é a BR-101 (BR-376 em Curitiba), que passa por Joinville e litoral de Santa Catarina antes de chegar ao estado do Rio Grande do Sul.
A proposta era levar apenas o essencial para pedalar, sem plano B. Roupa, apenas aquela que eu estivesse vestindo e uma capa de chuva. Ferramentas apenas para ajustes rápidos, duas câmeras de ar reservas e alguns remendos. Também levei dois celulares e seus carregadores, 3 lanternas frontais e duas traseiras, óculos para o dia e para a noite e um pouco de comida. No total, essa bagagem não chegava a 4,5 kg. Cuidei para que a minha roupa estivesse bem sinalizada com faixas refletivas para que eu pudesse ser visto a noite pelos carros.
Nos últimos 3 meses, com a supervisão do meu professor e amigo Henrique Santos, intensifiquei meus treinos de força e resistência e fiz dieta para perder alguns quilos de gordura. Uma semana antes da data prevista para a viagem, despachei algumas peças de roupa, tênis e itens de higiene pessoal para a cidade de Porto Alegre via Correios.
Depois de estudar o tempo previsto para passagem pelas principais cidades e o trânsito de carros e caminhões perto de cada uma delas, resolvi partir à meia noite de quinta-feira (0:00 da Sexta-feira Santa), com a meta de chegar em Porto Alegre no máximo até a meia noite de sábado (0:00 do domingo de Páscoa), num total de 48 horas.
Planejei dormir antes de sair no período da tarde da quinta-feira, acordar perto das 20:00 h, terminar de arrumar os últimos detalhes e sair para a estrada antes da meia noite. Essa foi a primeira falha no meu planejamento: durante a tarde eu não consegui dormir pois estava muito ansioso com a hora da viagem chegando. Mesmo assim optei por seguir o planejado e dei continuidade aos trabalhos. Terminei de arrumar os últimos detalhes e perto das 22:00, mesmo sem estar descansado, estava pronto para partir.
Partida
Meus amigos (Leonardo Poffo, Henrique Santos, Diogo Raffo, Jhonatan Balchak, Marlus Bendlin e Amanda Polito) me acompanharam de carro até a Avenida das Torres, perto da saída de Curitiba. Esperamos chegar a 0:00 h em ponto.
A 0:00 hora da sexta-feira comecei a pedalar. Cerca de 20 minutos depois eu já estava na cidade de São José dos Pinhais, onde começaram os primeiros pingos de chuva. Meu velocímetro parou de funcionar logo em seguida, fazendo com que tivesse dificuldades para controlar a cadência, velocidade média e distância percorrida no inicio da viagem.
Teoricamente o trajeto entre Curitiba e Joinville é apenas de descidas, mas na prática tive algumas dificuldades em grandes subidas antes da serra do mar, como na região da Represa do Vossoroca. Cheguei ao topo da serra perto das 4:00 da manhã. Durante a descida da Serra do Mar a chuva só aumentava. Mesmo assim continuei e completei a descida em cerca de uma hora.
Queda
Logo após a descida da Serra, perto da cidade de Garuva-SC eu sofri uma queda. Para atravessar uma ponte sem acostamento tive que subir para a faixa da direta da estrada. Como a chuva estava forte e a visibilidade péssima, não vi o grande desnível entre a pista e o acostamento. Resultado: chão! Não me machuquei muito, apenas alguns ralados e um pouco de dor pela pancada, mas tive que pular muito rápido para fora da pista para fugir do caminhão que vinha logo atrás de mim.
No acidente, meus dois retrovisores caíram no chão. Quando pulei para o acostamento não tive tempo de pegá-los e o caminhão passou por cima e destruiu-os.
Sentei no chão do acostamento e fiquei ali alguns minutos refletindo se tudo aquilo valia a pena, se não era mais interessante parar por ali mesmo e voltar para casa. Depois de algum tempo decidi rodar um pouco com a bicicleta para sentir como eu estava fisicamente e como estava a bicicleta.
Aparentemente estava tudo em ordem comigo e com a bicicleta (apenas sem os dois retrovisores). Decidi seguir viagem e tentar cumprir o planejamento, pelo menos até onde eu aguentasse.
Carro pegando fogo
Passei por um posto da Polícia Rodoviária e alguns minutos depois vi um carro que começava a pegar fogo. Voltei correndo para o posto e avisei os policiais, que disseram que iriam avisar os bombeiros da concessionária. Voltei para a estrada e cheguei no carro que estava pegando fogo. Os passageiros já tinham praticamente controlado o incêndio, mas o carro estava completamente destruído. Eu falei para um dos ocupantes do carro: “Não se preocupe que eu já avisei a polícia”. Os ocupantes do carro se olharam e um deles me falou: “O que? Você avisou a polícia? Isso não foi uma coisa legal da sua parte!”.
Não fiquei ali para saber quais os motivos de eles não quererem saber de policiais. Apenas acelerei a minha bicicleta e saí dali o mais rápido possível.
Santa Catarina
Cheguei em Joinville com uma hora de atraso. Descansei alguns minutos e segui viagem. Passei por Balneário Camboriú perto das 13:00, com duas horas de atraso. A tarde foi muito complicada. As retas intermináveis depois de Balneário Camboriú sempre me recebiam com um forte vento contra, o que fazia a minha bicicleta andar cada vez mais devagar. Passando por Florianópolis a rota já estava atrasada em 3 horas quando furou meu primeiro pneu. Fiz a troca sem maiores problemas e segui viagem.
Eu sabia que se eu quisesse chegar perto de atingir a minha meta das 48 horas não poderia dormir as 4 horas previstas, então decidi dormir o mínimo possível. Perto das 21:00 parei em uma praça do pedágio e fui muito bem atendido pelo pessoal do Serviço de Atendimento ao Usuário da concessionária. Sentei em uma cadeira e aproveitei para dormir cerca de meia hora. Mais para frente, perto das 3:30 parei em um posto de gasolina e dormi mais meia hora. As 7:00, perto da cidade de Tubarão-SC foi mais meia hora de sono em um posto da Policia Rodoviária. No total dormi perto de 2 horas. Com isso, nesse momento, eu estava apenas 1 hora atrasado.
Logo em seguida começou a bater um bom vento a favor. Eu me senti muito bem e pedalei forte, praticamente até o começo da tarde. Nesse momento mantive uma velocidade media acima dos 30 km/h por algumas horas, sem parar para descansar. Consegui recuperar bastante tempo e passei pela cidade de Osório (100 km antes Porto Alegre) 2 horas adiantado.
FreeWay
Parece que a minha sorte foi embora junto com o vento e o por do sol. Entrei na FreeWay (continuação da BR-101 que liga o litoral do RS a capital, onde a circulação de bicicletas e outros veículos de tração animal é proibida) e logo começou a escurecer. Essa estrada é totalmente deserta, não tem nenhuma loja, posto de gasolina ou restaurante. Nos cerca de 90 km, também não tem nenhum tipo de iluminação na estrada, apenas a luz dos carros passando e a da minha lanterna. A única coisa que tem a cada quilômetro é uma área de escape com um telefone público que faz uma ligação direta com o serviço de socorro da concessionária para possíveis veículos com problemas.
Eu já tinha pedalado 760 km em menos de 44 horas. Naquela hora já estava exausto. O meu corpo até estava indo bem, mas, muito provavelmente pela falta de sono, a minha cabeça já não estava controlando direito os meus pensamentos. Tentava cantar uma música para me distrair, mas não conseguia me lembrar de nenhuma sequer. Tentava calcular quantos quilômetros faltavam, mas não conseguia fazer uma conta simples de subtração. Logo em seguida furou o meu pneu.
Furos no pneu traseiro
Meu pneu furou. Parei, troquei a câmera de ar e segui em frente. Menos de 5 minutos depois o mesmo pneu estava no chão novamente. Eu não tinha mais câmera de ar reserva. Mas, com muita dificuldade pela pouca iluminação e o pensamento mais lento que o normal, consegui fazer um remendo. O minúsculo pedaço de arame causador do furo continuou preso ao pneu, pois eu não o achei na escuridão. Menos de 1 km depois o pneu voltou a furar. Eu não tinha mais forças psicológicas para trocar o pneu novamente, então fui pedir ajuda no telefone do SOS da concessionária.
O ‘simpático’ atendente do telefone me disse que não poderia fazer nada por mim, pois eu estava em um trecho proibido para bicicletas. Segui a pé, empurrando a bicicleta por cerca de dois quilômetros, até encontrar um funcionário da concessionária que estava atendendo um chamado de um motoqueiro. Esse funcionário resolveu me ajudar por conta própria, contrariando as regras da empresa. Ele me levou escondido até uma borracharia, dentro da cidade de Gravataí, uns cinco quilômetros pra frente de onde nós estávamos. O borracheiro consertou a minha câmera e não me cobrou nada pelo serviço.
Fim da linha
Saí da cidade e voltei para a estrada, com as energias renovadas. Quando já estava vendo a iluminação da praça do pedágio de Gravataí….. pneu no chão novamente! Fui empurrando a bicicleta por cerca de 1 km até a praça do pedágio.
Faltavam apenas 10 km para a entrada de Porto Alegre e outros 9 km até o ponto que marquei como objetivo da chegada. Mesmo com todos os problemas eu ainda tinha cerca de 2 horas para fazer esse percurso. Poderia ter ido a pé ou poderia tentar remendar novamente o pneu. Mas meus instintos não deixaram. Até aquele momento eu tinha certeza que poderia superar tudo o que aparecesse de problemas. Mas com tantos problemas seguidos alguma coisa me dizia que era hora de parar. Então peguei o meu celular e liguei para a minha irmã, Maria da Graça, que mora em Porto Alegre. Ela se prontificou a me ajudar e disse que iria me buscar.
Passei as últimas duas horas da minha aventura sentado esperando a minha carona chegar. Estava muito frustrado por não ter atingido o ‘cume da minha montanha’, mas por outro lado feliz por ter conseguido colocar em prática tudo o que planejei nos últimos meses.
Naquele momento eu falava para mim mesmo que nunca mais faria nada parecido, que isso tinha sido uma burrice muito grande e que eu teria sido muito mais esperto se tivesse aproveitado o feriado de páscoa comendo chocolate tranquilamente em casa.
Na volta para casa tinha um mapa da América do Sul no aeroporto. Olhando para ele vi que, num ritmo até mais lento, com mais 24 horas conseguiria chegar até o Uruguai e em outras 48 horas daria pra chegar em Buenos Aires… daria…
Agradecimentos
Agradeço a todos meus amigos que me ajudaram e incentivaram nesses últimos meses, mas em especial aos amigos Leonardo Poffo, Henrique Santos, Diogo Raffo Pardal, Jhonatan Mamado Balchak, Marlus Bendlin e Amanda Polito. Também agradeço a hospitalidade em Porto Alegre, e a ajuda num momento difícil, da minha irmã Maria da Graça Ferreira Harger e do meu sobrinho Alexandre Harger.
Veja o video abaixo:
Galeria de Imagens:
- Descendo a serra a noite com chuva.
- Descendo a serra a noite com chuva.
- Amigos me acompanharam de carro até a saída de Curitiba.
Mapa:









































Parabéns,
Pela aventura, desafio, coragem… São histórias como essas que inspiram a gente superar nossos próprios limites.
sucesso
Jr Caimi
Valeu Jr!
e qndo for fazer mais um passeio daqueles me chame.
abraço!
Nossa Léo que bacana!!! Li numa sentada só, você escreve muito bem!!!!!bJá pensou que tudo isso pode um dia virar um livro?
Seria ótimo hein?
que bom que você gostou Fer!
quem sabe um dia, ainda tenho que evoluir muito….
beijo Fer!
Parabens, pois vc é um grande vencedor e nao tive como nao me emocionar com os relatos…
#Tamosjuntos
Olá Rogério. Valeu por prestigiar o post! Na minha opinião escrever um texto com o mínimo de qualidade é muito mais desafiador que cumprir as metas em cima da bike…
Muito bom Léo,
Em novembro de 2012 fiz uma de 410Km num ritmo bem menor.
Esse seu post serve como inspiração para superarmos nossos limites.
Não vejo a hora de pegar uma estrada novamente.
Cara, é viciante! A gente começa com metas pequenas, mas a cada meta atingida percebemos que podemos mais e mais. Cada vez mais longe. O negócio é nunca parar de planejar alguma coisa, mesmo quando estamos sem tempo, assim na primeira oportunidade a gente coloca em prática.
Nossa cara, muita coragem … 770 em 44hrs… muita loucura.
A manopla que usou ela realmente faz diferença? Achei o modelo que usou diferente.
Quanto ao físico? Uma distância dessas em tão pouco tempo, como foi aguentar a pedalar tanto? e dores nas pernas, bunda, cabeça?
Vc foi bem enfático quanto ao psicológico, achei fenomenal a forma como descreveu o distúrbio emocional que vc ficou nessa viagem, mas quanto ao físico?
Olá Leandro.
Cara, quanto a manopla, não posso dizer que ela ‘fez a diferença’ mas ela é muito mais confortável que a minha antiga. Ela tem uma área de contato muito maior com a mão e é mais anatômica. Assim, numa longa distância, demora um pouco mais para sentirmos aquelas dores na mão e para os dedos amortecerem. O custo/beneficio dela vale a pena, paguei 25,00 na Klemba bikes, em frente ao terminal do Boa Vista.
Quanto ao físico. Eu realmente senti bastante dor de cabeça no primeiro dia, acho que por causa do sol forte durante o dia todo, mas ao final dessa noite as dores de cabeça já tinham ido embora sozinhas. Parece estranho, mas não senti muitas dores nas pernas, talvez por causa do psicológico já um pouco afetado. O problema era quando fazia uma parada um pouco maior, até aquecer novamente o corpo eu sentia um pouco de dores, mas depois de aquecer o corpo praticamente não sentia mais dores.
Eu acho que o segredo para não sentir tanta dor nas pernas, mão e bunda é ir variando a posição desde o início da pedalada. Tem que pedalar bastante vezes de pé e variar sempre a pegada da mão no guidão, desde o início da viagem ou do treino.
Leônidas, corajoso!!! Parabéns pelo empenho!
Tensão piah…!!! Muito massa!!